quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Lua Cheia

Céu de lua cheia
que em mim
ao refletir
me incendeia

Sou como o mar
que tu desencadeia
ora maré baixa
ora maré cheia

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Neo Discursadores

Ao observar o momento Histórico vivido hoje no Brasil,fazendo uma breve,mas realista análise do contexto em que vivemos,descobri,(e isso deveria ir para os anais da política brasileira,e não para onde realmente interessaria,a literatura)uma nova forma de discurso.É o que, educadamente,poderia ser chamado de "neo discurso"ou,discurso da "corno dependência".É o tipo de discurso,que o cidadão pronuncia à sua esposa,quando esta,age há muito tempo lhe traindo e,de repente,sem consulta-lo,decide que será,doravante,honesta.O corno,digo,o cidadão,profundamente magoado,não por deixar de ser corno,mas por não ter sido,de antemão,avisado da sua decisão,sofre,como um legítimo corno manso,procura a mulher e passa a reclamar o porquê de sua decisão tão solitária,tão independente,já que se tratam de um casal.Diz ele:Você não podia tomar uma decisão,assim,tão seria a respeito de nós dois sem me consultar,eu sou seu marido esqueceu ? O neo discurso ou,o discurso da corno dependência pode ser identificado,com especial deferência,no meio político neo liberal,aliás,esse deve ser o berço do discurso da corno dependência.Um exemplo clássico ficou registrado em um discurso realizado por um político,que me pouparei de divulgar o nome,e que dizia de ações do governo do ex presidente Lula,dizia ele "O governo Lula fez o Brasil deixar de depender do capital especulativo internacional,pagando a dívida externa do Brasil,com recursos próprio,recursos do país,e isso foi a pior coisa que ele fez em seu governo".Note,amigo leitor,a corno^dependência,ou neo discurso,como queira,esta latente nessas palavras,um observador atento notará,claro que se você não prestar atenção nas palavras,vai se encher de ódio,até por que,a corno dependência,ou neo discurso,ainda precisa ser melhor estudado para ser melhor compreendido e pode passar despercebido de um ouvinte,ou leitor desavisado.Espero ter contribuído para que o neo discurso ou,discurso da corno dependência possa ser,no futuro,melhor compreendido.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Democráticos e Antidemocráticos

No momento de crise política em que se encontra o Brasil,espero trazer luz à essa situação esdruxula,vivida hoje,indesejada para mim e para alguns brasileiros.Alguns brasileiros é uma maneira singela de fazer menção a mais de 54 milhões de brasileiros.Ao falar em democráticos e antidemocráticos,vou na direção daqueles que dizem que o Brasil,hoje, esta dividido,é uma concessão minha a eles.Pois bem,se o Brasil esta dividido para alguns,me permito o aparte de fazer uma divisão,espero eu,mais racional,sem paixões,como normalmente não fazemos devido o sangue lusitano,indígena,negro,europeu(não necessariamente nessa ordem) que trazemos nas nossas veias.Os democráticos fazem parte de um grupo primário,como os antidemocráticos.Os democráticos são aquelas pessoas que lutam pela democracia a todo custo,literalmente falando.Subdividem-se em um outro grupo,que chamarei de secundário.Desse,fazem parte todas as pessoas que vão e que foram às ruas exigindo participação nas decisões dos governos,municipal,estadual e federal.Essas pessoas,desde muito tempo,deixam o conforto dos seus lares buscando se fazerem ouvir,buscando democracia representativa,exigindo desde o direito ao voto até justiça exemplar para os crimes cometidos por seus representantes.Os antidemocráticos são os fascistas,os racistas,homofóbicos,misóginos e  os que,como diria um ditado Grego,"erra por não perguntar",que acrescentaria,erra por não buscar diversidade nas informações,detendo-se às mesmas fontes.Desse grupo,também dividido em um subgrupo,que também denominarei secundário,estão como disse os fascistas,estes,conscientes(Se é que se pode dizer que tenham alguma consciência)dos seus desejos,sabendo que será em detrimento da maioria da população,mas fazem de tudo para chegar ao poder,usam técnicas velhas e novas,dogmas antigos e a tecnologia disponível.Condicionam o funcionamento do estado ao seu capital disponível,seja dinheiro vivo ou meios de comunicação em massa(Mass Media),esses,convertidos ao fascismo visando a permanência ou a aquisição de algum monopólio.A comunicação de massa favorece,em alguns países,ao estado totalitário,e esse por sua vez,favorece a comunicação de massa,numa coexistência simbiótica parasitária que provoca um prejuízo imensurável a uma nação,por mais estável que ela seja e,se esta nação estiver passando por algum tipo de crise,seja política ou econômica,o prejuízo que já é desmedido,refletirá aí sim,em toda a população,independente de terem ou não,apoiado essa relação promíscua destruidora.Os fascistas,conscientemente,manobram um outro subgrupo,que são os fascistas inconscientes,que sem saber que são,servem de massa de manobra para os seus futuros algoses,outro subgrupo são os fascistas desinformados,são gente inocente,que por não se voltar os olhos para as conquistas da sociedade,também não percebem os prejuízos que causam por simpatizar com o inimigo.Por fim,o último subgrupo,e este sim é o alvo principal dos antidemocráticos,fascistas,os radicais.Os antidemocráticos fascistas,ao atingirem o seu alvo,tornam-se soberbos,perdem totalmente o senso de dever cívico,desconhecem o patriotismo em seu sentido mais humano,perdem o pudor.Gostaria de terminar dizendo;Essa é uma obra de ficção,qualquer semelhança com a realidade será mera coincidência.Mas lamentavelmente não posso.Esta aí a minha singela contribuição para os que lutam em defesa da democracia.

sábado, 2 de abril de 2016

A esquerda,a direita,o pensamento,o amor e o ódio

Não necessariamente nesta mesma ordem,o título resume bem ao que me refiro nessa postagem.A democracia cobra seu preço,como cobra também o pensamento,viver em um país democrático é,para algumas pessoas um verdadeiro suplício,o caminho da direita é praticamente uníssono,sem dualismos,sem o contraditório,apenas ódio e nada mais.Para se seguir à esquerda a coisa complica pra muita gente,seguir à esquerda deixa de ser o caminho plano,sem curvas,exige do caminhante a consciência do próximo,da existência do próximo,das contradições,das desigualdades,das injustiças enfim,do descobrimento do amor,amor ao próximo,e isso é demais pra quem vive à direita.Odiar é muito mais fácil,xingar é gostoso,alivia a tensão,odiar não exige nenhum compromisso,nem um vínculo por menor que seja,para odiar você não precisa ser justo,não precisa ter compaixão,ao contrário,falar em compaixão para quem odeia é pedir para ser odiado também,para odiar você não precisa ser honesto consigo,muito menos com os outros,para odiar,basta você olhar um estúpido qualquer fazer com a boca,o que as pessoas geralmente fazem na privada e pronto,é só sair repetindo em alto e bom som,se você tiver uma rede de televisão ou um jornal fica mais fácil ainda,é só mandar um funcionário dar repercussão as asneira recheadas de ódio,simples,você se quer poderá ser acusado de alguma coisa,qualquer problema com a justiça,a ajustiça,não esqueça antes de divulgar fotos bonitas de representantes tomando decisões importantes,dê alguns prêmios bem insignificantes,apenas para elevar a vaidade daqueles que prezam por ela,mais do que a democracia.Do outro lado,um pouco a esquerda esta o amor,esse negócio complicado,que inventaram por que não tinham nada melhor para fazerem,algum vagabundo de esquerda deve ter inventado isso,eles não trabalham,não estudam,aí ficam inventando essas coisas só pra complicar,e ainda por cima querem colocar o amor ao próximo na política,é um absurdo ! pensar nos injustiçados ! nos menos favorecidos ! nos excluídos ! isso dá muito trabalho.Ser de esquerda é muito difícil pra quem só sabe odiar,pra quem só sabe repetir o que fulano disse,e fulano,fulano sabe tudo.

sábado, 30 de janeiro de 2016

A Discrição de Um Sonho

Quando se vai o barulho do dia
quando cessam os sons dos passos
quando não mais se ouve algazarra
quando a noite chega e o cansaço grita

Quando as pessoas somem na penumbra
quando se despedem e partem
quando ficamos enfim a sós
quando nos debruçamos em nosso leito

Ele chega sorrateiro e discreto
querendo sempre nos dizer algo
como quem sabe de muitos segredos
como quem sabe o que queremos ouvir

E ansioso nos deseja encontrar
e habilidoso nos faz enxergar
além do mundo que vemos
quando despertados estamos

Com paciência aguarda o momento
desperto em meio a sonolência
aí as vezes se mostra turbilhão
as vezes apenas agradável sobrevoo

Se te tocarem se vai de repente
se te chamarem ele parte ligeiro
deixando para trás as vezes desejo
deixando para trás as vezes alívio


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Fundamentalismo,caminho sem divergência.

Empreender falar sobre fundamentalismo é,ao mesmo tempo,compreende-lo e tentar de uma forma simples,didática,refletir sobre o que leva pessoas a se apegarem a ideia de que o fundamental,pinçado do conteúdo geral,não tem espaço para a divergência.Os reflexos desse ponto de vista,compreende o fim da evolução,do pensamento e do ser humano,como um ser social,que cresce,tem o direito de mudar de opinião,ao analisar o mundo ao seu redor e amadurecer opiniões críticas,deixando de ser assim um ser conservador por imposição,mas um ser que contesta,que usa o seu livre arbítrio,que procura exercitar o pensamento(tão pouco utilizado atualmente) e, por fim,libertar-se da caverna,ou mesmo,deixar de ser um homem das cavernas,literalmente.
O fundamentalismo não permite esse crescimento,se baseando e se apegando em  determinados pontos ou trechos do que foi escrito,esquece o que é crucial no desenvolvimento do pensamento que é justamente a necessidade da divergência como forma de evoluir o pensamento,ora,se proponho um tema ou tiro de um contexto uma frase e não permito o contraditório,significa que a minha opinião é única,absoluta e verdadeira,essa atitude leva ao conservadorismo,ao não desdobramento do pensamento e,por tabela,ao fundamentalismo,por outro lado,se proponho um tema ou retiro um tema de um contexto onde ele estava inserido e abro um diálogo sobre ele,estou aceitando a divergência, respeitando a opinião do próximo e, de novo,por tabela,esperando a evolução natural da minha ideia ou do pensamento de uma forma mais ampla.